O sacrifício de Sara

    Ela vem andando lentamente,
    seu olhar é vago, transparente;
    vestido branco, colado no corpo de curvas tão lindas,
    cambaleando, subindo as escadas de pedras infindas...
    Seu destino é ara, a pedra do altar,
    lá a virgem Sara, vão sacrificar.
    Ela deita-se na pedra delicadamente,
    todo povo venerando fervorosamente,
    então chega o sacerdote e decididamente,
    empunha uma faca, que brilha à luz do luar...
    Golpe fatal, sangue jorrando, gritos de dor, histeria total...
    Vestido branco, colado no corpo manchado de sangue,
    coração agonizante, parada total...
    Ela jaz, largada, tão sozinha,
    pálida como a luz da Lua...
    Logo vai nascer um novo dia...
    Um novo dia.

     MÚSICA REGISTRADA AUTOR FLÁVIO FABENI