Uma criatura
De tudo aquilo que sei, também sei:
sou uma criatura, uma criatura
com plena consciência
da minha própria existência.
Eu sou como poeira a impregnar
essa esfera que vaga no infinito, bonito,
alguém terá dito...
Estamos tão sozinhos nessa escuridão,
só o que temos são nossos semelhantes,
bilhões de seres errantes;
então invento um deus, uma religião,
tudo não pode acabar assim,
a morte não pode...
a morte não pode ser o fim;
também invento um lugar para me mandar,
quando essa chama da vida me deixar,
um eterno céu, um inferno,
a vida eterna.
MÚSICA REGISTRADA
AUTOR FLÁVIO
FABENI