Azar seu, seu vagabundo - poesia de Flávio Fabeni
                               
26 de setembro de 2008

Como um cavalo errante vem a sorte caminhando;
passa na frente da gente, mas só poucos vão notando;
tem até o descuidado,  que em sua arremetida,
monta o cavalo errado e não se dá bem na vida.

Não adianta plantar cocos nas areias do deserto,
nem ficar prevaricando e achar que é esperto,
cada minuto perdido lhe será subtraído
e restar-lhe-ão da vida montes de tempo perdido..

Não adianta despertar na metade do caminho
quando o corpo está cansado e  a burrice fez seu ninho,
lamentar-se:  como pôde tal fulano se dar bem,
é mal acabado, feio, que riqueza ele tem.

Debruçar-se na mureta e olhar lá na Bahia
um formoso iate branco, gente cheia de alegria
festejando o tempo todo, viajando pelo mundo...
se você montou no azar, azar seu, seu vagabundo.