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Meu automóvel - poesia de Flávio Fabeni
25 de setembro de 2008
Parafusos, porcas, vergalhões de aço,
autocad, morsas, réguas e compassos
e na fundição, um calor demais;
prensas a prensar, é um leva e traz.
Plainas, furadeiras cibernetizadas,
geração de esteiras fotoceluladas,
centros de usinagem e robôs soldando,
que não se atrapalham e vão trabalhando.
Linha de montagem...só uma carcaça...
depois, vêm as peças, e com toda raça,
máquinas e homens vão juntando tudo,
pessoas comuns e as que têm canudo,
e isso acontece tudo em sincronia,
noite, madrugada e durante o dia.
Já está bonito e bem acabado,
passou no controle e foi liberado,
cheirinho de novo e bem construído,
foi logo pra agência para ser vendido.
Eu olhei pra ele, ele olhou pra mim,
foi amor na hora, garanto que sim;
conservei meu velho, mas comprei o novo,
êta coisa boa me fez esse povo!